As mudanças no edital para a transposição da Bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira não afetam o cronograma do projeto, segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. As alterações no documento foram apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado depois do questionamento de uma das empresas concorrentes do Regime Diferenciado de Contratação para a obra.
Mesmo assim, o prazo para todo o processo está mantido, segundo Alckmin, porque foram poucas as adaptações necessárias. A estimativa é de que os trabalhos de interligação estejam prontos no fim de 2016. A transposição é a principal medida do tucano para recuperar o maior manancial paulista e foi orçada em 840 milhões de reais do Programa Federal de Aceleração do Crescimento.
O sistema prevê levar a água do rio Paraíba do Sul para a represa de Jaguari e, de lá, para o reservatório de Atibainha. Desse modo, o manejo poderia ser feito de acordo com a subida ou descida dos níveis. Para o governador de São Paulo, a solução é estratégica porque dobra a capacidade de armazenamento de 1 bilhão para 2,1 bilhões de litros e serve para o inverno, período mais crítico para o abastecimento.
O nível do Cantareira voltou a subir nesta quinta-feira depois da chuva que caiu sobre as represas. O sistema chegou a 15,8%, segundo a Sabesp. Esse é o décimo terceiro dia consecutivo de alta nos reservatórios que abastecem 5,6 milhões de pessoas somente na Grande São Paulo. Se levada em conta a nova metodologia adotada pela Sabesp, que considera as duas cotas de volume morto, o nível subiu de 12 para 12,2%.