Depois de quase 20 dias de obras na Avenida Francisco Glicério, no centro de Campinas, os comerciantes do primeiro trecho interditado temem pelo atraso dos trabalhos e contabilizam a queda no faturamento. Devido às chuvas e a impressão de que as intervenções são mais complexas do que o previsto, o boato que circula entre eles é de que o prazo de 45 dias já foi prorrogado para 60, o que aumenta o pessimismo. Essa informação, porém, foi negada pela Secretaria de Serviços Públicos, que afirmou através de nota que a expectativa de previsão da primeira fase está mantida em 45 dias, mesmo com as chuvas frequentes.
O problema é que os estabelecimentos, situados entre a avenida Orozimbo Maia e a rua Isolete Augusta Souza, sentem os reflexos do impedimento no trânsito, o que causa a perda do número de clientes. Por esse motivo, a gerente de uma gráfica, Suzi Catete, não acredita que o transtorno seja compensado pelas melhorias. Já a dona de uma lavanderia, Eunice Teixeira, prefere esperar para fazer o balanço. A entrada de carros na Glicério ainda pode ser feita pela Rua Isolete Augusta, mas a rota deve ser fechada em breve, já que a primeira fase dos trabalhos está prevista entre a Orozimbo e a rua Marechal Deodoro.
Com isso, quem mora em um condomínio no local precisa lidar com os bloqueios e máquinas em frente à garagem. O síndico, Rubens Ferreira, diz que parte dos moradores é contrária às intervenções na avenida. A zeladora de outro prédio relatou a rotina de limpeza devido às marcas de lama dos calçados na portaria. Com passagem liberada, os pedestres encontram obstáculos e precisam ter atenção com as máquinas. As obras incluem enterramento da fiação, mudança nas calçadas e estacionamentos subterrâneos e o prazo previsto para a entrega de todas as fases é abril de 2016, com uma pausa nos trabalhos na época de Natal.