Os trabalhadores dos Correios em Campinas e região entraram em greve por tempo indeterminado por causa da precarização do serviço prestado pela categoria. A maior reclamação está relacionada à falta de funcionários, uma vez que não é realizado um concurso público desde 2011. Por conta disso, segundo o sindicato que representa a categoria, são mais de dois milhões de correspondências em atraso na região. De acordo com o diretor do sindicato, Marcel Luis de Oliveira, o problema acaba expondo os trabalhadores a situação vexatória, já que nas ruas eles são cobrados pela população. Marcel Luis de Oliveira afirma ainda que algumas das medidas emergenciais tomadas pela empresa, como a contratação de funcionários terceirizados, não acontecem mais. De qualquer forma, ele acredita que essas medidas são paliativas e não resolvem o problema.
Em nota, os Correios informaram que operam com normalidade em todo o Brasil e que o movimento de paralisação está restrito a algumas regiões de oito estados, dentre eles São Paulo.
Do total de 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios, 19 não estão promovendo movimento de paralisação; cinco optaram por não aderir; três ainda irão realizar assembleias e nove deflagraram paralisação parcial na noite de terça-feira.
Levantamento parcial realizado nesta quarta-feira mostra que 98,66% do efetivo total dos Correios no Brasil está presente e trabalhando — o que corresponde a 118.695 empregados, no interior do Estado de São Paulo, 96,8% estão trabalhando
Nos locais em que há paralisação, o movimento está concentrado na área de distribuição
A empresa considera o movimento injustificado, já que todas as reivindicações estão sendo negociadas com representantes dos trabalhadores em reuniões mensais do Sistema Nacional de Negociação Permanente dos Correios e, em alguns casos, até mesmo com mediação do Tribunal Superior do Trabalho .