Um protesto de funcionários na manhã desta terça-feira suspendeu por mais de uma hora o atendimento no Centro de Saúde São Cristóvão no Jardim Adhemar de Barros, na região do Ouro Verde, em Campinas. Os trabalhadores pararam por volta de 9h e só retomaram as atividades depois das 10h. Eles se reuniram do lado de fora do local com faixas pedindo mais contratações, equipamentos e segurança.
Esta é a segunda vez em seis meses que uma manifestação é organizada pedindo melhorias. Mesmo assim, segundo o auxiliar administrativo da unidade, Paulo Sérgio da Silva, nada mudou desde setembro de 2014. Ele reclama das ameaças sofridas e principalmente sobre o número de profissionais, que seria insuficiente em meio à epidemia de dengue. Os casos da doença dobraram a demanda e a procura por atendimento.
Moradora da região, a dona de casa Norimal dos Santos confirma a dificuldade cotidiana na marcação de consultas e conta que não sabe o resultado de exames há pelo menos seis meses. Mas além da falta de funcionários, os problemas podem ser percebidos do lado de fora: o mato está alto, a fachada está pichada e a placa do local, apagada. A calha cedeu e as árvores correm o risco de cair.
Do lado de dentro, manchas de mofo são vistas no teto e nas paredes e as goteiras são comuns nos dias de chuva. Na ala odontológica, a falta do compressor impede o funcionamento do espaço há cerca de três meses. Questionada, a Secretaria de Saúde informou que o local já conta com guardas durante o funcionamento, mas solicitou o reforço das rondas locais pela PM, especialmente nos horários de abertura e fechamento.
A Pasta ainda alegou que um concurso público para o preenchimento de 100 vagas de enfermagem está em andamento e que o processo deve ser homologado até o dia 10 de abril. Sobre a manutenção predial e dos equipamentos, o comunicado enviado prometeu a visita de uma equipe do Departamento Administrativo da Saúde ainda esta semana para programar as ações.