O reajuste de até 7,7% nos medicamentos em todo o país deve aumentar a procura pelos genéricos, segundo o Conselho Regional de Farmácia de Campinas. O índice, fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento, entrou em vigor nesta terça-feira. O reajuste é válido para mais de 9 mil medicamentos, que ficaram entre 5% e 7,7% mais caros. A autorização leva em consideração três faixas de medicamentos. De qualquer forma, com o preço dos remédios mais caros, a tendência é de que a população em geral busque a alternativa dos genéricos para minimizar os impactos financeiros, como afirma o diretor do Conselho Regional de Farmácia, Leonel Almeida Leite.
O reajuste segue a lógica de que as categorias com mais genéricos têm concorrência maior e, portanto, o índice de aumento autorizado também é maior. Segundo o economista e professor universitário Fabiano Belatti, essa lógica não faz sentido, uma vez que a tendência é de que a livre concorrência deixe o preço dos produtos mais barato. O ajuste de preços considera a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro, calculado pelo IPCA, e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.