Professores da rede estadual de ensino de Campinas, Sumaré, Hortolândia e outras cidades da região bloquearam as rodovias Santos Dumont e Anhanguera na manhã desta quinta-feira. A manifestação reuniu cerca de 200 trabalhadores e causou reflexos no tráfego na região do Trevo Sérgio Motta por cerca de uma hora. A entrada em Campinas pela Avenida Prestes Maia foi o trecho mais afetado.
O ato integra a greve iniciada em todo o estado no dia 13 de março e pede melhores condições de trabalho e equiparação salarial com as categorias de nível superior, segundo a diretora do sindicato, Suely de Oliveira. O pedido baseado no Plano Nacional de Educação representa um aumento de 75% nos vencimentos, mas o governo estadual já sinalizou que não deve oferecer reajuste.
A situação desagrada os professores, que ainda reclamam da a falta de materiais e denunciam o fechamento de cerca de duzentas salas de aula somente em Campinas. Para a professora Kátia Sartori, o número elevado de alunos por turma dificulta o trabalho dos educadores e afeta o aprendizado dos estudantes.
A passeata nesta quinta-feira começou atrás do Campinas Shopping, no Jardim do Lago, onde o grupo se concentrou antes de acessar uma passarela para o sentido Campinas da Rodovia Santos Dumont. Eles seguiram pela via até o Trevo Sérgio Motta, onda ficaram parados por alguns minutos e causaram até 2 quilômetros de lentidão. Logo em seguida, entraram em uma das alças de acesso para a Anhanguera.
Na rodovia, eles voltaram a interromper a caminhada no sentido interior e bloquearam a marginal na altura do Campinas Shopping, o que travou o tráfego por até um quilômetro em todas as faixas. O grupo se dispersou por volta de 11 da manhã, pouco mais de uma hora depois do início do ato. A PM e a Polícia Rodoviária acompanharam a movimentação, mas não houve registro de tumultos.