A taxa de desemprego no Brasil chegou a 7,4% entre dezembro de 2014 e fevereiro deste ano, segundo o IBGE. E o resultado é comprovado por campineiros em busca de vagas e recolocação no mercado de trabalho. Sem emprego na construção civil há 4 meses, Márcio Dantas teve que recorrer a bicos, mesma situação de Uádson Oliveira, que foi demitido em janeiro e reclama sobre o baixo número de vagas no setor de serviços.
O momento ruim do terceiro setor é confirmado pela coordenadora do CPAT, Silvia Garcia. O resultado, segundo ela, reflete a situação geral e também é constatada principalmente no comércio. O problema é que a procura no local registrou aumento no primeiro trimestre: de 22,8 mil interessados em 2014 para 24,8 mil em 2015, um crescimento de 7%.
Enquanto no CPAT o movimento é acima do normal, no Poupatempo o fluxo é principalmente de pessoas em busca do seguro-desemprego. Jeremias Silva, porém, foi ao local para tirar a carteira de trabalho. Com 18 anos, ele espera a primeira experiência profissional mesmo conhecendo a realidade atual de poucas vagas e muitos interessados. Os dados nacionais divulgados pelo IBGE ainda mostram que o resultado de 7,4% foi o maior índice desde o período de março a maio de 2013. No mesmo trimestre de 2014, por exemplo, a desocupação era de 6,8%.