Laudo aponta necessidade de demolir maior parte da obra de ampliação da Santa Casa de Louveira (SP). Iniciada em 2011, teve custo de R$ 7,2 milhões e não tinha sido entregue até atrásra. O documento feito por uma empresa especializada em construções hospitalares, indica um aproveitamento de apenas 15% da fundação. As falhas estruturais aliás já haviam sido identificadas em 2012 quando a obra parou. Além de paredes com rachaduras, o piso afundava e havia problemas na rede de esgoto e encanamento de água.
A empresa MHS Engenharia e Consultoria, contratada por meio de licitação, entrou com uma medida cautelar para provar que realizou as obras dentro da legislação e cobra aproximadamente R$ 2 milhões da administração. O contrato com a construtora foi suspenso. O hospital é filantrópico e mantém convênio com a Prefeitura e o Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão é financiada pela administração municipal, enquanto que o terreno é da irmandade. A Prefeitura estuda abrir nova licitação para retomar as obras. A diretoria da MHS informou que não vê irregularidade grave na obra, mas admite que existem defeitos “passíveis de serem consertados”. O projeto prevê uma ala de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com seis leitos, além de 29 novos leitos do pronto-socorro, quatro salas cirúrgicas e duas de parto.
A Santa Casa funciona, atualmente, com 41 vagas de internação e possui unidade para casos graves. A administração explica que a situação não foi resolvida até atrásra por que não são problemas somente estruturais, faltam documentos por isso o caso de arrasta até atrásra.