A aprovação do projeto de lei que prevê a regulamentação da terceirização foi duramente criticada pelo Procurador Geral do Trabalho, Luis Camargo, que acredita que a medida será um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A proposta foi aprovada por 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções, pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira.
Desengavetado depois de 11 anos de tramitação pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, do PMDB, o projeto sofreu oposição do governo, do PT e da Central Única dos Trabalhadores. A proposta vai atrásra para a discussão no senado federal.
De acordo com o procurador geral do trabalho, Luis Camargo, os direitos trabalhistas vêm sendo constituídos no Brasil há várias décadas, sem ainda ter chegado numa situação definitiva. Segundo ele, com a regulamentação da terceirização, o Brasil dá um passo atrás em relação a situação dos trabalhadores.
Luis Camargo participou nesta quinta-feira do anúncio do repasse de R$ 96 milhões feito pelo Ministério Público do Trabalho de Campinas para financiar pesquisas de cinco entidades do país. O valor foi pago a título de indenização pelas empresas Shell e Basf, pela contaminação ambiental em Paulínia.