Reinaugurado no último dia 16 depois de seis meses, o PA São José em Campinas reabriu para a população nesta quarta-feira. O local ficou fechado nos últimos sete dias para limpeza e esterilização das salas. Nas primeiras horas de funcionamento, a sala de espera teve movimentação normal e não houve registro de demora. Quem foi à unidade, como Edivaldo Sousa, comemorou a reabertura. Acostumado a procurar hospitais mais distantes durante a interdição, como Ouro Verde ou Mário Gatti, ele elogiou as novas instalações, mas fez ressalvas ao comentar os problemas comuns da saúde pública:
Nos primeiros dias, devido a treinamentos e adequações, os casos de pediatria e suspeita de dengue serão priorizados. O local vai abrir das 7 às 19 horas até o dia 4 de maio. Depois, passa a funcionar 24 horas. A unidade de pronto atendimento é a primeira habilitada pelo Ministério da Saúde e ficou fechada três meses além do previsto, segundo a Prefeitura, devido a obras necessárias principalmente na parte elétrica. Com o prédio pronto, Marcicléia Rocha foi uma das primeiras pacientes. Ela não fez reclamações sobre o atendimento, mas disse que foi informada de que o local não tinha medicamento contra dores de cabeça:
Casos como o dela, porém, são considerados simples e podem ser atendidos no centro de saúde da região, onde o remédio estava disponível na manhã desta quarta, segundo a coordenação. A adequação da unidade do São José aos critérios federais garante à Prefeitura um repasse de R$ 300 mil mensais e deve aliviar os gastos municipais com Saúde, estimados hoje em 28% do orçamento. O PA Campo Grande deve ser o próximo local a ser reformado para receber a habilitação do Ministério. A ordem de serviço deve ser assinada em breve e a previsão é de que R$ 3 milhões sejam gastos.