Os Hospitais Mario Gatti e Ouro Verde e o PA Campo Grande, em Campinas, receberam na manhã dessa segunda-feira pacientes que não foram atendidos pelo Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC de Campinas. O Hospital esclareceu que os casos de menor complexidade, como doença crônica, avaliação de medicamentos, vacinas ou atestados em geral, estão sendo referenciados às Unidades Básicas de Saúde ou Unidades de Pronto Atendimento. Mas, ao chegarem ao PA Campo Grande, Ângela Bonízio e o marido, Luiz Antônio de Souza, estavam irritados com a falta de informação sobre as mudanças no Celso Pierro. A cuidadora de idosos, Idalina Teixeira Araújo, também precisou se deslocar do Hospital da PUC para o PA Campo Grande. A restrição no atendimento do Hospital da PUC preocupa por causa da grande procura pelo sistema público de saúde de pacientes com sintomas de dengue. No Hospital Mario Gatti, na manhã dessa segunda-feira, pacientes relataram espera de 4 horas em média no Pronto Socorro.
A Assessoria de Imprensa do Hospital Mário Gatti informou que nos últimos dois meses a procura por atendimento cresceu 30% principalmente por causa da epidemia de dengue e que já começa a aumentar a demanda por pacientes com sintomas de doenças sazonais, como gripe e problemas respiratórios. No entanto, informou que o tempo maior de espera foi para os que não correm risco, e que mesmo assim esse tempo se manteve dentro do padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde. Em nota, o Hospital da PUC informou que mantém todo seu compromisso com o atendimento relacionado com os casos de urgência e emergência, inclusive nos casos de dengue.