Desde que a psicóloga Érika Rodrigues desapareceu durante um temporal registado em Campinas no dia 16 de março, familiares e Corpo de Bombeiros procuram pelo corpo da jovem que estava grávida. O carro dela foi encontrado no Córrego Piçarrão três dias após as chuvas intensas. Além do corpo não ter aparecido, a polícia não encontrou vestígios ou objetos pessoais no veículo que demonstrariam um sumiço provocado pela hipótese da enxurrada ter carregado Érika. O delegado que cuida do caso, Ruy Pedollo, confirmou que diante da falta do corpo e de pistas o caso começa a ser investigado pela Polícia Civil.
Apesar de não ser confirmada uma linha de investigação quanto a sequestro ou homicídio, a polícia está intrigada com a falta de provas e já ouviu os familiares. Nos relatos, os parentes e o companheiro de Érika não identificam uma causa para um desaparecimento. Dizem que não havia algo que impedisse a gestação ou que pudesse ser um problema. As buscas do Corpo de Bombeiros foram feitas durante três semanas e contou com o reforço da unidade de Piracicaba, que durante duas semanas consecutivas varreram toda a extensão do rio Capivari em busca de pistas. A polícia pediu acesso as ligações feitas no celular da desaparecida e tem feito o interrogatório de amigos e colegas de trabalho. O delegado de polícia comentou que somente na região de Campinas são registrados 1,5 casos por dia de pessoas desaparecidas.