Pela primeira vez em um processo seletivo da Unicamp, o curso de pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) terá cotas étnico-raciais. A proposta geral aprovada pela congregação estabelece mínimo de 25% de cotas raciais, mais uma vaga para indígenas e outra para pessoas com deficiência, tanto no mestrado quanto no doutorado. Agora, cabe à cada departamento estabelecer como fará a seleção, de acordo com o número de vagas. O grupo Frente Pró-Cotas, entidade que elaborou a proposta geral, trabalha desde 2012 por cotas na universidade estadual, historicamente contrária à política. O objetivo é abrir o debate e conquistar novas cotas em outros processos seletivos das universidades. A entidade comentou que o objetivo é “transformar a Unicamp em um ambiente que represente, de forma justa, todos setores da sociedade, e sobretudo aqueles que historicamente são sub-representados dentro da universidade, isto é, negros e pobres”, concluiu a Frente Pró-Cotas, que é formada por estudantes da graduação e da pós-graduação.