A possibilidade de greve no transporte público de Campinas tirou muita gente da cama ainda na madrugada desta terça-feira. Maurício Vicente foi um deles e esperava no Terminal Central quando ficou sabendo que a paralisação foi descartada. Junior Oliveira aguardava no Terminal Mercado, também no centro, e teve esperança ao ver o primeiro veículo circulando. Ele era um dos únicos no local por volta de 5h e comemorou a chance de chegar mais cedo em casa depois de trabalhar na madrugada.
A ameaça de paralisação estava em panfletos distribuídos nesta segunda e que informavam à população que nenhum veículo circularia. A categoria pedia aumento de até 10% e havia recusado a proposta de 7,2. Mas a negociação continuou e as empresas ofereceram 13% de reajuste. Com a oferta aceita, terminais importantes e mais distantes da região central, como Ouro Verde e Campo Grande, tiveram circulação normal. A população, porém, saiu de casa apreensiva. Simone Gregório temeu perder o trabalho. Já Reginaldo da Silva esperou até o último momento.
Nas garagens, segundo o diretor de comunicação da Transurc, Paulo Bardal, o funcionamento também foi normal e não houve atraso. Com o reajuste de 13% aprovado, os vencimentos dos motoristas passaram dos atuais R$ 2200 para R$ 2600. A diferença de R$ 400 era paga como comissão de viagem, mas atrásra será assegurada em convenção coletiva. O sindicato confirmou o acordo, mas não foi encontrado para comentar as negociações até o fechamento desta reportagem.