A prefeitura de Campinas vai descontar os dias parados dos servidores em greve. O sindicato da categoria quer nova mesa de negociação. Foram oferecidos pela administração na semana passada, 7,21% de aumento no salário dos trabalhadores, com pagamento imediato, 1,07% de aumento que seriam pagos em novembro, além de R$ 788,00 no vale alimentação.
Para o Secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, esse é o limite. Situações pontuais de faltas em serviços essenciais já chegam à justiça. Os casos que chegaram a justiça são de faltas de técnicos de raio x e do Samu.
Para o sindicato dos servidores, o reajuste baseado no índice inflacionário, DIEESE, não é suficiente. Os servidores pedem 18,6% de reajuste salarial e R$ 950 de vale alimentação. O diretor Jardison Tadeu espera uma nova rodada de negociação e classifica a adesão à greve como boa.
Como a educação está entre os setores mais afetados com a greve dos servidores, a reportagem questionou a prefeitura sobre reposição das aulas na rede municipal.
A administração não tem um balanço atualizado de quantas unidades estão paradas. Um número que foi apresentado é o do primeiro dia da greve, na segunda-feira passada, quando 14 escolas municipais fecharam. A informação é que as aulas perdidas terão que ser repostas e o cronograma da reposição será de responsabilidade de cada unidade.