O primeiro dia de greve dos servidores de Campinas começou com bloqueio nos acessos do prédio da Prefeitura, o que impediu a entrada dos funcionários desde as primeiras horas da segunda-feira. Além da portaria principal, a garagem subterrânea também foi fechada, o que manteve todo o efetivo da manhã do lado de fora. Os portões tiveram faixas afixadas e eram guardados por cerca de 15 homens. A intenção da medida, segundo a diretora de imprensa do sindicato, Rosana Medina, é afetar o funcionamento e pressionar para que as negociações sejam reabertas imediatamente pela Administração.
A paralisação foi definida depois que a proposta de reajuste salarial da Prefeitura, de 7,1%, foi rejeitada. Os servidores pedem 18,6% e querem um vale-alimentação de R$ 905 – 225 a mais que o valor atual. O secretário de Relações Institucionais da cidade, Vanderlei de Almeida, nega a falta de diálogo e diz que a realidade financeira do município atualmente não permite o aumento do índice. Ele também se disse surpreso, definiu o ato como um rompimento por e ainda afirmou que o sindicato teria contratado seguranças para fazer os bloqueios em todas as portarias do Paço Municipal.
O sindicato, porém, nega que tenha contratado seguranças e alega que os homens seriam de outras entidades que apoiam a greve. Os acessos não tinham previsão de liberação e ficaram fechados por toda a manhã. Durante o protesto, os grevistas reclamaram que o banheiro público do térreo foi trancado para afetar o grupo e que a energia do Paço Municipal foi cortada para evitar que os microfones fossem usados no local. Com o funcionamento prejudicado, a Prefeitura de Campinas entrou na Justiça e o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Wagner Gidaro, determinou a desobstrução sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A liminar foi recebida pela Guarda Municipal, mas não havia sido cumprida até às 13h.