Os agentes penitenciários do complexo Campinas Hortolândia paralisaram as atividades em repúdio após o segundo crime contra agentes em uma semana. Na noite dessa quinta – feira, um agente de 30 anos foi assassinado na rodovia Anhanguera na Vila Padre Anchieta, em Campinas. A Hipótese mais provável é de execução. O segundo crime foi na quinta-feira passada, quando um agente de 48 anos sobreviveu a um atentado no Jardim Adelaide, em Hortolândia.
Os agentes se reuniram na entrada do presídio, só permitindo a entrada de de alimentação e ambulâncias. A movimentação de presos só foi permitida para alvará de soltura, problemas de saúde ou transferência para regime diferenciado. As atividades internas foram mantidas, mas as externas canceladas, como a saída de reeducandos para trabalhar. Por volta de meio dia, 50 presos vindos de uma cadeia da cidade de Guareí, a 200 km de Campinas, tiveram que retornar por terem sido impedidos de entrar pelos manifestantes. Nesse fim de semana as visitas serão suspensas e na segunda-feira haverá uma reunião para definir os rumos do movimento.
Os agentes querem um posicionamento do Governo Estadual e da Polícia sobre os crimes. De acordo com o Secretário Geral do Sindespe, que representa a categoria, William Nerin, três horas antes do assassinato dessa quinta-feira foi protocolizado um ofício dirigido à Secretaria de Administração Penitenciária solicitando colete para uso dos agentes
A Polícia Civil de Campinas informou que a morte do agente penitenciário está sendo investigada como homicídio pelo SHPP – Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campinas em conjunto com o DHPP. Em relação ao caso de Hortolândia, o delegado titular do 1º DP da cidade, Antônio Nista, informou que há inquérito policial instaurado para apurar a tentativa de homicídio.