A renovação do seguro do prédio da Câmara Municipal de Campinas terá uma nova cláusula que vai proteger o patrimônio público de ações de vandalismo. A medida vai impedir que o legislativo assuma os gastos com reparos necessários depois da ação de vândalos, como aconteceu em 2013. Naquela ocasião, dezenas de manifestantes protestavam contra o aumento na tarifa de ônibus, quando invadiram o plenário e destruíram móveis, picharam as paredes e depredaram a tribuna. 131 pessoas foram identificadas pela polícia e foram indiciadas. O custo estimado para gastar com seguro é de R$ 42 mil ao ano.
O pregão foi publicado no Diário Oficial do Município e foi incluída a cobertura contra tumultos e greves. Os valores do ressarcimento em casos de prejuízos ao patrimônio público vão de R$ 24 mil a R$ 220 mil, sendo que o poder público terá de pagar uma franquia de 10% do valor a ser reembolsado. De acordo com o presidente da Câmara de Campinas, Rafa Zimbaldi, a invasão do plenário em 2013 foi determinante para mudar o contrato com a seguradora do prédio público. Segundo ele, naquela ocasião o legislativo gastou R$ 80 mil para fazer os reparos necessários e este valor até hoje é cobrado dos responsáveis na justiça.
A Câmara de Campinas também prepara para uma reforma geral no prédio, que apresenta alguns problemas estruturais. A licitação da obra, orçada em R$ 5milhões, já está em fase de preparação e deve ser lançada em breve. A expectativa é de que a reforma seja concluída até o final do ano que vem.