A entrada e a transferência de presos, assim como a visita de advogados, seguem suspensas no Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia. O bloqueio foi iniciado no dia 17 em repúdio a ataques contra dois agentes. Enquanto os trabalhadores de escolta e vigilância pedem mais segurança, quem trabalha na parte interna pede garantias de acordos e direitos. Os dois sindicatos se mobilizaram nas portarias nesta segunda-feira.
O diretor do Sindesp, Antônio Pereira Ramos, espera uma reunião nesta semana com o secretário da Administração Penitenciária. Ele pede para que os coletes à prova de bala sejam usados fora do horário de trabalho. A reivindicação foi motivada pela morte de um agente de 30 anos no dia 16 e o atentado contra outro trabalhador de 48 anos sete dias antes. Com isso, as visitas de familiares foram impedidas no último final de semana.
A situação revoltou alguns parentes. Eles chegaram a fechar o trânsito na via em frente ao CDP no sábado, mas não houve tumulto. Muitas esposas lamentaram o fato e decidiram voltar para casa. Nesta segunda, no entanto, o ato ganhou o reforço do Sindasp, que representa os agentes da parte interna do complexo. Advogados continuaram sem poder entrar, assim como comboios com novos presos.
Em estado de greve, a categoria pede as garantias dos acordos feitos na última paralisação. O coordenador da regional Campinas, Carlos Ferreira, aproveitou o momento para cobrar do governo o início das negociações. Com o impedimento a novos presos e advogados, detentos só eram liberados com alvará de soltura e as ambulâncias só foram autorizadas em casos de urgência e emergência.