A rotina foi quebrada neste final de semana no Complexo Penitenciário Campinas Hortolândia. Com as visitas suspensas após protestos dos agentes penitenciários, poucos parentes apareceram para tentar ver os detentos. Cerca de 15 mulheres se aglomeram em frente a unidade, chegaram a bloquear por alguns minutos a avenida na tentativa de sensibilizar os guardas para entrar, mas sem sucesso voltaram pra casa.
O ambiente em frente ao presídio estava bem diferente da última sexta-feira quando os agentes penitenciários paralisaram as atividades em repúdio após o segundo crime contra agentes em uma semana. Na noite do dia 16, um agente de 30 anos foi assassinado na rodovia Anhanguera na Vila Padre Anchieta, em Campinas. A Hipótese mais provável é de execução. O segundo crime foi no dia 09 de julho, quando um agente de 48 anos sobreviveu a um atentado no Jardim Adelaide, em Hortolândia.
Os profissionais reivindicam melhores condições de segurança com a liberação de coletes a prova de balas para uso pessoal. Hoje o colete só é oferecido quando é feito o transporte de presos. Uma reunião está marcada para esta segunda-feira quando a categoria decide se entrará em greve. Com as atividades parciais só foi permitida a entrada de alimentação e ambulâncias. Presos só foram transportados com alvará de soltura. E só terão atendimento para problemas de saúde ou transferência para regime diferenciado até a reunião desta segunda-feira.