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Greve de agentes deixa cadeia lotada em Campinas

O bloqueio na entrada de presos no Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia já chega a seis dias, o que causa lotação na Cadeia do Segundo Distrito Policial, no bairro São Bernardo, em

Greve de agentes deixa cadeia lotada em Campinas
O bloqueio na entrada de presos no Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia já chega a seis dias, o que causa lotação na Cadeia do Segundo Distrito Policial, no bairro São Bernardo, em Campinas. A situação foi confirmada pelo delegado Humberto Parro Neto, que não quis gravar entrevista ou detalhar números, mas negou que o problema tenha causado […]

O bloqueio na entrada de presos no Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia já chega a seis dias, o que causa lotação na Cadeia do Segundo Distrito Policial, no bairro São Bernardo, em Campinas. A situação foi confirmada pelo delegado Humberto Parro Neto, que não quis gravar entrevista ou detalhar números, mas negou que o problema tenha causado distúrbios em meio ao esforço extra de todo o efetivo.

A dificuldade acontece em meio à greve dos agentes penitenciários, que entrou no terceiro dia em meio ao temor do sindicato de que a Tropa de Choque da Polícia Militar fosse acionada para liberar as portarias. O uso da força para desobstrução aconteceu no mesmo local no ano passado e é vista pelo diretor regional da entidade da categoria, Carlos Rufino, como uma forma do governo estadual pressionar o movimento.

Entre as pautas dos trabalhadores, está o fim de processos administrativos contra quem participou da última greve. Outra reivindicação é sobre a segurança no local, já que o complexo formado por cinco unidades prisionais opera 91% acima da capacidade. Atualmente, são 9.586 presos, sendo que o espaço possui 5.003 vagas. Segundo o diretor do sindicato, há relatos de celas com até o triplo da capacidade original, o que redobra o trabalho e expõe os carcereiros.

Carlos Rufino ainda diz que o efetivo está mantido mesmo com a greve e que o banho de sol e a saída de presos com alvará de soltura ou para emergências médicas também acontece de maneira normal. O bloqueio no local foi iniciado no último dia 18 pelo sindicato dos agentes de vigilância e escolta depois que um funcionário foi morto e outro ficou ferido em atentados registrados no período de uma semana.

Apesar de reivindicar mais medidas de proteção, no entanto, o Sindespe não entrou em greve e emitiu nota apoiando a paralisação do Sindasp. Questionada sobre o receio dos manifestantes, a Secretaria de Administração Penitenciária informou por meio de assessoria de imprensa que não pretende recorrer à Tropa de Choque.

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