Motoristas do transporte escolar de Campinas fizeram uma carreata pela cidade nesta sexta-feira contra a nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito. Eles dizem que a decisão padroniza o serviço. O ato reuniu cerca de 150 veículos, segundo a Polícia Militar, e começou na região do Piçarrão por volta das 8h da manhã. O grupo passou por avenidas como Prestes Maia, Aquidaban, Norte-Sul e Júlio Prestes.
Além da PM, o trajeto foi monitorado pela Emdec e pela Guarda Municipal. O trânsito chegou a ficar lento principalmente na região do Bosque, já que uma faixa da Rua General Marcondes Salgado ficou ocupada. Uma das principais reclamações da categoria envolve a obrigatoriedade de assentos específicos para crianças de até sete anos e meio, o que reduziria o espaço interno e exigiria adaptações e custos adicionais.
A medida foi publicada pelo Contran e passa a valer em primeiro de fevereiro de 2016, mas motiva questionamentos do presidente do Grupo de Apoio aos Transportadores Escolares de Campinas, Adilson Gomes. Enquanto o bebê-conforto serve para crianças até um ano, a cadeirinha é feita para menores de quatro e o assento de elevação até os sete anos.
O novo parágrafo da resolução 541, porém, determina que todo veículo, de qualquer categoria e peso bruto, “deverá utilizar o dispositivo de retenção adequado para crianças com até sete anos e meio de idade”. De qualquer forma, o representante dos transportadores escolares reclama que a medida é uma tentativa de padronizar toda a categoria. Depois de passar por várias vias e chegar na Avenida Heitor Penteado, os manifestantes seguiram até o portão 5 da Lagoa do Taquaral, onde encerraram o protesto pouco antes das 11h.