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População poderá acionar governo da justiça pela falta de soro antirrábico

Os governos estadual e federal poderão ser responsabilizados judicialmente caso deixem de atender pacientes que precisam do soro antirrábico. O produto está em falta nas 20 cidades da Região Metropolitana

População poderá acionar governo da justiça pela falta de soro antirrábico
Os governos estadual e federal poderão ser responsabilizados judicialmente caso deixem de atender pacientes que precisam do soro antirrábico. O produto está em falta nas 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas e pode comprometer a prevenção contra a raiva. O Ministério da Saúde emitiu um comunicado aos municípios em que alega problemas e atrasos […]

Os governos estadual e federal poderão ser responsabilizados judicialmente caso deixem de atender pacientes que precisam do soro antirrábico. O produto está em falta nas 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas e pode comprometer a prevenção contra a raiva. O Ministério da Saúde emitiu um comunicado aos municípios em que alega problemas e atrasos no processo produtivo do soro pelos laboratórios nacionais, que ainda se adequam às práticas de fabricação exigidas pela Anvisa. De acordo com o advogado e professor de direito, Gustavo Bovi, os governos federal e estadual são obrigados a disponibilizar o soro antirrábico à população, que poderá buscar ajuda de um advogado ou da defensoria pública para garantir seu direito.

A coordenadora do programa de imunização da secretaria de saúde de Campinas, Andrea Barbosa, afirma que o produto que está em falta é o soro e não a vacina. A vacina, apesar de estar chegando ao município em menor quantidade, ainda está disponível nos postos de saúde. Andrea Barbosa explica que o soro é usado junto com a vacina quando devem ser administrados, se necessário, em casos de grande risco do vírus atingir o sistema nervoso central do paciente, de maneira mais rápida, pela localização e extensão do ferimento.

O problema pode se estender por alguns meses. O último caso da raiva humana no estado de São Paulo ocorreu em Dracena, com a morte de uma dona de casa de 52 anos, em julho de 2001. Apesar dos casos de raiva em humanos serem muito raros no país, a doença é identificada em animais com certa frequência. Em Piracicaba, por exemplo, somente neste ano foram oito casos confirmados em animais de grande porte, vítimas de morcegos hematófagos.

 

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