Entidades se pronunciam sobre a lista com cerca de mil funcionários da Unicamp com salários acima do teto do governador de São Paulo que é de R$ 21,631,05. Esse é o limite determinado pela lei. Mas, em julho, por exemplo, teve gente que ganhou mais de R$ 60 mil. A coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, Margarida Barbosa, destaca a inconstitucionalidade e a discrepância nos vencimentos.
A posição da entidade que representa os docentes é diferente. O 1° Secretário da diretoria da Adunicamp, Paulo Oliveira, diz que não há ilegalidade. Para associação, o teto deve estar vinculado a cargo de carreira, com padronização nacional.
O fato de alguns trabalhadores da Unicamp terem salário acima do piso do governador, não é uma novidade em si. O assunto voltou a ter destaque após uma decisão do Supremo Tribunal Federal determinando que a Unicamp tornasse públicos os salários dos cerca de dez mil trabalhadores.
Em 2013, quando o atual reitor, José Tadeu Jorge, tomou posse, já era questionado sobre os “supersalários”. Ele destacava direitos adquiridos antes da lei do teto.
O reitor da Unicamp aparece na lista com dois salários. Em números brutos um de quase R$ 15 mil e outro de pouco mais de R$ 35 mil. A Universidade Estadual de Campinas tem quase 96% do orçamento anual comprometidos com a folha de pagamento.
Por nota, a Universidade diz que cumpre decisões da Justiça. Desde 2014, com interpretação do TJ houve ajuste e congelamento de todos os salários. Depois, uma decisão do próprio Tribunal, suspendeu o congelamento dos salários dos professores, representados pela Adunicamp.