A empresa Dedini, fabricante de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar e uma das maiores do segmento no mundo, entrou com um pedido de recuperação judicial no Fórum de Piracicaba.
O passivo total da empresa é de cerca de R$ 300 milhões e entre os credores estão bancos, trabalhadores e fornecedores.
O advogado da empresa Júlio Mandel, informou que o pedido foi feito para proteger a empresa durante o seu processo de reestruturação operacional e financeira, e com isso buscar superar a crise que as indústrias e o setor sucroalcooleiro vem passando, crise que provocou, segundo ele, severa inadimplência de clientes da Dedini e queda em seus pedidos.
O advogado reiterou que a empresa vem trabalhando normalmente e entregando os pedidos aos clientes com regularidade, mantendo, assim, a sua gestão normal.
A expectativa é de que após o juiz mandar processar o pedido, a empresa apresente um plano de recuperação em 60 dias. Esse plano será submetido à aprovação dos credores, o que deve levar seis meses.
Em julho passado, os funcionários paralisaram as atividades por cerca de 20 dias. Eles só retornaram depois de uma negociação com a empresa que garantiu que os salários atrasados dos funcionários do setor administrativo seriam pagos até atrássto.
Hoje a Dedini conta com cerca de 2.500 funcionários diretos, gerando aproximadamente 10.000 empregos indiretos. A empresa possui a sede em Piracicaba e conta com mais seis unidades industriais, em Sertãozinho (SP), Maceió (AL) e Recife (PE), totalizando um conjunto de nove fábricas.
Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba foram procurados mas informaram que não poderiam conceder entrevista nesta quarta-feira.
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