O advogado ex-vereador de Americana, Alexandre Corrêa de Oliveira Romano, foi preso na manhã desta quinta-feira em São Paulo na 18ª fase da Operação Lava Jato. A ação é um desdobramento da fase anterior, e foi batizada de “Pixuleco II”, e investiga contratos do Ministério do Planejamento.Romano foi Vereador em Americana pelo PT entre 2001 e 2004. Ele foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde sairia para uma viagem.
Investigações da Policia Federal indicaram o envolvimento do advogado no recebimento de valores relacionados a vantagens indevidas da empresa de software Consist, a partir de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento, como explica Procurador da República Roberson Henrique Pozzobon. “Alexandre Romano iniciou os recebimentos da Consist, tendo recebido algo em torno de R$ 40 milhões. Em um dado momento, por iniciativa de João Vaccari, Milton Pascowith passou a receber também estes valores. Romano também continuou recebendo através destas empresas mencionadas até o mês passado”.
A Consist foi escolhida, em um acordo de cooperação firmado entre o Ministério e entidades da área, para gerir o software que faz pagamentos consignados de servidores federais. Até atrásra já foi comprovado o repasse pelas empresas do grupo Consist de cerca de R$ 50 milhões, sob a falsa justificativa da prestação de serviços. Romano teria indicado as empresas que receberam estes valores, entre elas, empresas de fachada, e quatro escritórios de advocacia.
De acordo com a Polícia Federal, esta fase da operação mostra que o esquema era muito mais amplo do que se imaginava, atingindo inclusive o Ministério do Planejamento.
Após ser preso, Romano foi encaminhado para a Superintendência da Policia Federal, em Curitiba. A operação envolve ainda outros dez mandados judiciais de busca e apreensão.