Moradores dos bairros Jardim Yeda e Santa Lúcia e da região do Ouro Verde, em Campinas, trataram as gravações sobre um suposto toque de recolher como boatos ou brincadeiras de mau gosto. Mesmo assim, muitos preferiram não arriscar e contam que não saíram de casa nos horários citados nas mensagens, principalmente porque os bairros estavam entre as regiões mencionadas.
Os áudios de autoria desconhecida se espalharam pelo Whatsapp na noite desta terça-feira e alertavam sobre supostos ataques, retaliações ou ações criminosas em diversos locais da cidade. No Jardim Yeda, Paulo Sérgio diz que boatos como esse são comuns. Para ele, quem mais sofre com a situação é a população, que fica refém do medo e da insegurança.
No Santa Lúcia, Rosy Abdo soube das mensagens através da filha. Mesmo dizendo que não acreditou na possibilidade de ataques, preferiu não sair mais de casa depois das 20h. Opiniões parecidas foram ouvidas na região do Ouro Verde, onde muitos só ficaram sabendo das ameaças na ida ao trabalho na manhã de hoje. José Batista tratou tudo como uma brincadeira que viralizou.
Na noite de ontem, quando as mensagens se espalharam, alunos foram dispensados de várias universidades em função das supostas ameaças. Com isso, o Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar informou que tomou conhecimento das gravações anônimas. No comunicado, disse que os órgãos de Segurança Pública ficaram atentos e classificou como irresponsável a disseminação das mensagens