A Câmara de Vereadores de Campinas publicou na última quarta-feira no Diário Oficial a instauração de três sindicâncias que vão apurar possíveis irregularidades em compras direcionadas, aquisição de equipamento falsificado, e apresentação de documento adulterado por um funcionário.
A apuração referente às possíveis compras direcionadas ocorre por indicação do Tribunal de Contas do estado, e tem como foco três aquisições feitas em 2011, quando Pedro Serafim, atualmente no PRB, era o Presidente da Câmara.
Na ocasião foram adquiridos sem licitação equipamentos para a TV Câmara com valores similares, e todos de uma mesma empresa. Foram duas compras no valor de R$ 78 mil e uma de R$ 79 mil. O Tribunal apontou que as compras deveriam ser feitas sob licitação, porém, Pedro Serafim sempre negou a existência de qualquer irregularidade.
O atual presidente da Câmara, Rafa Zimbaldi (PP) afirma que as sindicâncias só foram abertas atrásra, quatro anos depois, por conta de apenas atrásra dispor de funcionários o suficiente em condições de realiza-las.
Ele ressalta que as sindicâncias tem como objetivo apurar supostas irregularidades cometidas por funcionários da casa, e não de vereadores, pois isso seria função de outras instituições. “As comissões de sindicâncias não se referem ao Presidente da época ou qualquer outro vereador. A função é apurar os fatos e julgar os funcionários efetivos da Câmara Municipal. Os mandatários têm suas contas julgadas pelo Tribunal de Contas do Estado e as investigações pelo Ministério Público”.
Outra irregularidade que será apurada é a entrega de suposta documentação falsa de um candidato que prestou concurso e foi aprovado pela Câmara. Ele teria apresentado um certificado de conclusão de um curso exigido para o cargo sem ter realmente cumprido a carga-horária exigida para a diplomação.
A terceira sindicância tratará da compra de um microfone adquirido sob uma especificação, mas que teria sido adulterado, tendo sido entregue um produto mais barato e de menor qualidade.
Os funcionários terão 60 dias a partir da publicação para apurar se realmente ocorreram irregularidades nos casos.