A Escola Estadual Carlos Gomes, em Campinas, foi alvo de vandalismo. Armários foram abertos, objetos foram jogados no chão, incluindo TV e computadores, e portas foram arrombadas.
O local mais comprometido é a sala da diretora, Mirian Shimizu, que ficou revirada. A polícia foi chamada e um boletim de ocorrência na tarde desta segunda-feira.
A diretora acusa os alunos que pedem a saída dela, sob acusação de assédio moral e perseguição. Já para o diretor do Apeoesp, Pedro de Oliveira, a destruição foi feita pela própria diretora para incriminar o movimento estudantil.
Um grupo de alunos da Carlos Gomes desocupou a unidade na semana passada, depois de 37 dias acampados no local. Um dos motivos foi a reorganização da rede estadual de ensino, que foi suspensa pelo Estado.
Os adolescentes, porém, só concordaram em acabar com a manifestação depois que a Secretaria Estadual da Educação decidiu afastar temporariamente a diretora do colégio.
Antes de entregarem a chave do colégio para o diretor-regional de ensino Campinas-Leste, Nivaldo Vicente, os adolescentes fizeram uma faxina geral no prédio histórico da Avenida Anchieta.