A história do alvará para os blocos de carnaval de Campinas tem mais um capítulo. E esse é um pouco confuso. A polêmica é: se vai precisar ou não de alvará.
Foi essa pergunta que fizemos ao diretor de cultura, Gabriel Rapassi. Ele disse que não querem a questão algo de justiça, passando as informações em pacote para secretaria de urbanismo. Como Rapassi não descartou o alvará, embora tenha dito que não quer que o processo se torne judicial, voltamos a questionar. E ele informou que a situação ainda é negociada.
O fato é que representantes de grupos de Barão Geraldo foram categóricos – eles não querem a exigência do alvará. Fábio Rizza, integrante do Cupinzeiro e advogado, diz que não se negam a prestar informações, mas não querem essa questão legal, essa exigência, essa necessidade de autorização. O argumento é que poderia impactar em outros tipos de manifestações populares.
A reportagem recebeu vários contatos pelas redes sociais de grupos do carnaval de Barão Geraldo. Cada um tem um posicionamento diferente – alguns falam que estudam mudança de trajeto para não impactar no entorno da Praça do Coco diante de pedido da prefeitura, outros reforçam que mantém o trajeto como sempre foi feito e há ainda os que repudiam e destacam esse repudio ao alvará. Representantes também informaram que entregariam todas as informações solicitadas à prefeitura, mas sem citar que isso seria um pedido de alvará.