A greve dos médicos peritos do INSS completou quatro meses e os reflexos atingem os trabalhadores de Campinas, que não conseguem receber o auxílio doença. O porteiro, Sidnei Campos, conta estar há 4 meses sem receber salário por falta de médicos para realizar a perícia. Também há 4 meses na dependência da ajuda de amigos e parentes para pagar as contas , um trabalhador que não quis se identificar voltou ao posto do INSS da Rua Regente Feijó com 3% de esperança de ser atendido. Francisco de Assis trabalha de área de segurança e teve que se afastar por causa de um câncer, mas enfrenta problemas para receber o benefício.
O sindicato alega que mantém 30% dos funcionários, que é uma exigência legal durante a greve. Segundo o sindicato que representa a categoria, 2 milhões de perícias não foram realizadas com a greve. As principais reivindicações são aumento salarial de 27%, jornada de trabalho de 30 horas semanais sem redução salarial, com opção para 20 horas e o fim da terceirização do cargo. A última reunião de negociação foi no início de dezembro. Não há previsão para nova mesa de negociação.