As cargas que dependem de liberação da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no aeroporto de Viracopos, em Campinas, ainda levam mais tempo do que o determinado pela Justiça Federal.
De acordo com informações da Aeroportos Brasil Viracopos as cargas frias, que precisam da inspeção da Agência, estão sendo liberadas em 27 dias, longe dos 5 dias determinados em uma liminar expedida pela Justiça Federal em oito de março passado.
Atualmente, 164 toneladas de cargas permanecem nas câmaras refrigeradas, alugadas pela empresa que administra o terminal, justamente à espera da liberação por parte do órgão federal.
Boa parte das cargas é de medicamentos importados. Um deles, Wilson não vê a hora que seja liberado. Ele tem Hepatite C e os medicamentos que usa estão em falta em Campinas. Ele comenta.
Wilson disse que o medicamento não é vendido em nenhuma farmácia e depende da liberação. Ele comentou que já era para estar fazendo o tratamento há mais de um ano mas com a falta do medicamento ainda nem começou.
Sem o tratamento adequado, segundo ele, portadores da Hepatite já estariam entrando na fila para o transplante já que o medicamento não surtiria mais efeito
A Anvisa informou em nota que está procurando atender a demanda de inspeção de cargas por meio da alocação de forças-tarefas no aeroporto e que neste mês foram descolados para a unidade 11 funcionários . Além disso, foi aberto um processo de remoção de seis servidores em definitivo para o Aeroporto de Viracopos. A expectativa é de que comecem a trabalhar ainda neste semestre.
Em adição, a Anvisa informou que elabora uma proposta de alteração de processos de trabalho para dar maior agilidade na análise dos pleitos dos importadores. Este processo vai possibilitar que alguns produtos com risco sanitário baixo tenham tratamento administrativo diferenciado, enquanto maior tempo de análise seria dedicado aos produtos de maior risco.