O Diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, criticou a atuação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
Mesmo com uma força-tarefa, o tempo para a liberação das cargas está em 56 dias. Problemas recorrentes, segundo ele, já que uma outra equipe da Anvisa esteve recentemente em Viracopos e fez o tempo cair de cerca de 40 dias para dois mas depois da saída dos agentes e tempo subiu para 71.
O Diretor do Ciesp ressalta que com um prazo desses há prejuízos para diversos setores e defende um choque de gestão na Anvisa
E falando em medicamentos, a Leoneis Deivid sabe muito bem, e na prática, o problema que isso acarreta. Ela tem um filho de 12 anos com diabetes e depende de vários insumos para um tratamento que ele realiza.
O catéter usado está em falta desde dezembro e a previsão para o recebimento dada pelo fornecedor da empresa na região de Campinas é meados de março. A informação que ela recebeu é que o material está travado em Viracopos. Diante disso, ela conta o que terá que fazer
Diante da situação o Ciesp está mobilizando diversos setores do setor produtivo da Região Metropolitana de Campinas, além de autoridades políticas que atuam em Brasília para um encontro, juntamente com a Anvisa, para que empresários mostrem o descontentamento com a agência do Governo Federal. Nunes Filho comenta como a retenção das cargas onera o setor produtivo
A assessoria da Anvisa informou que a força tarefa em Viracopos é uma ação paliativa. Uma medida efetiva está sendo tomada que é um edital para reposição de servidores.
O processo está em fase de definição de vagas e carreiras. Trata-se do deslocamento de funcionários da Agência de uma unidade para outra do país e não a contratação de novos trabalhadores. O processo não vai abranger apenas o aeroporto de Viracopos mas vários outros postos da Anvisas em que foi verificada uma necessidade maior de pessoal. Não foi dada uma data, porém, para a chegada de novos funcionários em Viracopos.