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Projeto que reduz jornada para servidores com filhos deficientes está parado há um ano

Um projeto de lei enviado ao executivo que prevê a redução de duas horas na jornada de trabalho dos servidores municipais que têm filhos com deficiência está parado na prefeitura

Projeto que reduz jornada para servidores com filhos deficientes está parado há um ano
19/08/2015

Um projeto de lei enviado ao executivo que prevê a redução de duas horas na jornada de trabalho dos servidores municipais que têm filhos com deficiência está parado na prefeitura de Campinas há quase um ano. A proposta, de autoria do vereador Marcos Bernardelli, do PSDB, foi enviada à prefeitura para que passe por um estudo técnico jurídico. A matéria não poderia ser apresentada no legislativo, porque seria configurado um vício de iniciativa, ou seja, a Câmara estaria interferindo em assuntos que são de competência exclusiva do Poder Executivo.

A indicação foi encaminhada ao executivo em 25 de maio de 2015, e desde então está sendo analisada pelas secretarias de negócios jurídicos e também de recursos humanos. O projeto prevê a redução de duas horas na jornada de trabalho para o servidor que tem filho com deficiência, sem perda de remuneração. O vereador Marcos Bernardelli afirmou que aguarda o posicionamento da prefeitura e garantiu que vai pedir regime de urgências se o projeto for encaminhado para a câmara.

O servidor que se encontra nesta situação, muitas vezes tem que se desdobrar para dar conta do trabalho e garantir toda a assistência necessária para o filho. Hoje, se há a necessidade de cuidar da criança, o trabalhador é obrigado a compensar as horas não cumpridas. Uma servidora da prefeitura de Campinas que preferiu não se identificar relatou como é complicado conciliar o trabalho na administração municipal com o tratamento do filho.

A prefeitura de Campinas informou que já existe uma previsão legal para a redução de jornada de trabalho em alguns casos específicos, mas há a redução proporcional do salário. O servidor interessado, deve fazer a solicitação à administração municipal, que vai analisar o pedido. Sobre a proposta enviada pelo vereador Marcos Bernardelli, a prefeitura informou que o projeto segue sendo analisado, mas que não há previsão para um parecer.

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