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Frio faz junho superar maio, mas vendas em 2016 seguem baixas

Junho superou maio nas vendas do comércio de Campinas pela primeira vez nos últimos 20 anos. O motivo foi o período de frio intenso na cidade. Em termos percentuais, o

Frio faz junho superar maio, mas vendas em 2016 seguem baixas
Junho superou maio nas vendas do comércio de Campinas pela primeira vez nos últimos 20 anos. O motivo foi o período de frio intenso na cidade. Em termos percentuais, o último mês ficou 1,56 acima do quinto mês do ano, que foi afetado principalmente pelo resultado ruim do Dia das Mães. Mas além da baixa em […]

Junho superou maio nas vendas do comércio de Campinas pela primeira vez nos últimos 20 anos. O motivo foi o período de frio intenso na cidade. Em termos percentuais, o último mês ficou 1,56 acima do quinto mês do ano, que foi afetado principalmente pelo resultado ruim do Dia das Mães.

Mas além da baixa em maio, o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas, Laerte Martins, ainda cita o incremento em junho. Segundo ele, o chamado Mês das Mães costuma perder apenas para o Natal, mas dessa vez ficou atrás também dos agasalhos e cobertores.

Apesar do efeito positivo ligado à queda nas temperaturas, o resultado do comércio em junho ainda ficou 6,29% abaixo do mesmo mês em 2015. O problema tem relação com o panorama geral das vendas desde o início de 2016. E os exemplos disso são os índices do acumulado do ano.

As vendas alcançaram 6,3 bilhões de reais de janeiro a junho, um patamar 4,31% menor que os 6,6 bilhões no mesmo período do ano passado. O alívio, portanto, foi momentâneo.  Por esse motivo, o economista da Acic, Laerte Martins, volta a citar a crise econômica que o País enfrenta.

Para reforçar o momento negativo para o comércio, a inadimplência em junho evoluiu 36,6% em relação a maio e quase 8% frente a maio de 2015. No acumulado do ano, o crescimento foi de quase 6%, com mais de 123 mil boletos e carnês vencidos que não foram pagos a mais de 30 dias.

O montante chega a quase 88,7 milhões de reais, dinheiro que deixou de ser arrecadado pelos comerciantes e que aumentou 36% em junho. Na Região Metropolitana, a situação das vendas de janeiro a junho não é diferente. Ficou 3,56% ou 15,3 bilhões abaixo dos mesmos meses de 2015.

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