Problema comum na terceira idade, o zumbido nos ouvidos também tem ocorrido entre os mais jovens. E o problema está ligado aos ruídos altos. Além dos ambientes fechados, como bares e casas de shows, o uso de fones também liga o alerta para os hábitos de adolescentes e jovens.
O médico otorrinolaringologista Mario Greters explica como a prevenção ideal deve ser feita. Entre as medidas, horários alternados de repouso. Segundo o doutor, não só o volume baixo é indicado, mas também o uso em períodos curtos e intercalados com longos descansos para a audição.
A recomendação também vale para jovens que trabalham em locais muito barulhentos. Neste caso, os limites estabelecidos são importantes. Em ambientes fechados, as normas e restrições de alcance e volume do som e ainda de tempo de exposição precisam ser levadas em conta.
Se o período ultrapassar as oito horas e o ruído superar os 85 decibéis, por exemplo, o tempo de trabalho laborado é considerado especial. O uso de protetores auriculares também é lembrado pelo doutor Mario Greters. O recurso é regulamentado em obras e locais com maquinário.
Explicado de forma simplificada, o zumbido surge quando células da cóclea ficam sobrecarregadas e sofrem lesões temporárias ou definitivas. Para compensar a perda de função das partes afetadas, as regiões próximas passam a trabalhar em ritmo acelerado, o que gera o problema.
Um estudo da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido apontou que existe incidência entre os adolescentes testados. O resultado aponta que quase 29% dos que disseram ter o zumbido nos últimos 12 meses revelaram níveis comparados aos de adultos.