A migração de parte da elite de Campinas para regiões periféricas da cidade é uma realidade, segundo um estudo desenvolvido pela antropóloga e demógrafa da Unicamp, Dafne Sponchiado Firmino da Silva. De qualquer forma, este fenômeno acontece há algumas décadas, na medida em que o município foi estruturando as regiões mais afastadas do centro. A antropóloga disse que não há uma justificativa para a migração, mas afirma que o interesse do mercado imobiliário em determinadas áreas nos últimos anos acabou contribuindo para o processo. Dafne Sponchiado Firmino da Silva acredita que essa dinâmica é observada pelo município há algum tempo.
Para o arquiteto e urbanista e professor da PUC Campinas, João Verde, a migração pode acontecer por alguns fatores relacionados à economia, como a compra de imóveis por um preço acessível em áreas mais afastadas do Centro, ou mesmo a mobilidade urbana. O estudo aponta que a população de alta renda que opta por viver em regiões periféricas normalmente está instalada em áreas próximas a rodovias ou shopping centers.