O alvo da Operação Greenfield conduzido de maneira coercitiva em Campinas foi ouvido durante toda a manhã desta segunda-feira. O homem deixou o prédio da Polícia Federal, no bairro Botafogo, por volta das 11h15. Ele saiu de táxi e sem falar com a imprensa. O nome dele e a relação que teria com o esquema investigado em oito estados e no Distrito Federal não foram divulgados pela PF.
Além da condução coercitiva, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido em um endereço da cidade de Valinhos. O destino do material que teria sido apreendido neste local, porém, não foi informado pela assessoria de imprensa do órgão. As duas ações integram a Operação Greenfield, que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país.
Os focos são a Funcef (fundo de funcionários da Caixa), a Petros (da Petrobras), a Previ (do Banco do Brasil) e o Postalis (dos Correios). O sequestro de bens e o bloqueio de ativos e recursos em contas bancárias no valor de 8 bilhões de reais foram determinados. Os dados são ligados a 103 pessoas físicas e jurídicas e as investigações começaram após a descoberta de déficits bilionários nos fundos. Dos 10 casos, oito envolviam investimentos feitos de forma temerária ou fraudulenta por meio dos Fundos de Investimentos em Participações.
As ações aconteceram ainda no Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas e no Distrito Federal. Na capital paulista, foram ouvidos Wesley Batista, sócio controlador da J&F, detentora da JBS, e Walter Torre, dono da Construtora WTorre. A PF confirmou que eles foram levados para depor através de mandados de condução coercitiva. Eles foram liberados no final da manhã.