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Greve dos bancários entra na quinta semana e se torna uma das mais longas da categoria

A greve nacional dos bancários entrou nesta terça-feira em sua quinta semana. Foram realizadas até o momento cinco rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e representantes dos

Greve dos bancários entra na quinta semana e se torna uma das mais longas da categoria
A greve nacional dos bancários entrou nesta terça-feira em sua quinta semana. Foram realizadas até o momento cinco rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e representantes dos bancos. A última delas ocorreu na quarta-feira da semana passada, e, novamente, não houve acordo entre as partes. Com isso, nesta quarta-feira a greve se […]

A greve nacional dos bancários entrou nesta terça-feira em sua quinta semana. Foram realizadas até o momento cinco rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e representantes dos bancos. A última delas ocorreu na quarta-feira da semana passada, e, novamente, não houve acordo entre as partes.

Com isso, nesta quarta-feira a greve se iguala à maior dos últimos 12 anos, chegando 30 dias, assim como foi em 2004. Segundo a Presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, Ana Stela Alves de Lima, até a tarde de terça-feira não havia previsão de retomada das negociações. “Não temos negociação marcada, e aguardamos que isso ocorra o mais rápido possível”.

No último encontro, a proposta dos bancos seguiu sendo 7% de reajuste nos salários, e abono de R$ 3.500 para este ano. A proposta projetava ainda, para o ano que vem, reajuste que reponha a inflação, mais 0,5% de aumento real. Os bancários rejeitaram a proposta ainda na mesa de negociação, por considerá-la insuficiente.

A categoria reivindica reajuste salarial que reponha a inflação do período de 12 meses até a data-base, 9,62% segundo a categoria, mais 5% de aumento real, dentre outras reivindicações financeiras e por melhores condições de trabalho.

De acordo com o último balanço do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, 351 locais de trabalho estão fechados na região de abrangência do sindicato, sendo 170 em Campinas, e outros 181 em 35 cidades da região.

A Presidente do Sindicato diz entender que o movimento prejudica a população, mas pede a compreensão de que a greve busca melhores condições para os trabalhadores do setor. “A gente pede desculpas à população pelo transtorno, pois não desejamos isso (…) é um feito muito grande você ter uma greve nacional, isso deveria ser um modelo a ser seguido pelos outros trabalhadores, porque nós conseguimos as coisas por lutar muito e trabalhar muito por elas”, finaliza Stela.

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