Campinas participa do “Outubro Rosa”, que tem o objetivo de alertar, conscientizar e informar as pessoas sobre o câncer de mama, principal causa de morte entre as mulheres no mundo. Em 2016, a cidade registrou 69 óbitos por causa da doença. No ano passado, foram 109 mulheres que não chegaram a completar o tratamento porque acabaram morrendo. A cura, no entanto, pode chegar a 95% quando a detecção é precoce.
A mamografia é recomendada a partir dos 35 anos, nos casos de histórico familiar da doença, e exame anual a partir dos 50 anos. Alice Helena Rosante Garcia, oncologista clínica do hospital e maternidade Galileo e da clinica Oncocamp, em Campinas, explica que quanto antes for realizado o diagnóstico, menor a necessidade de tratamento complementar, como quimioterapia ou hormonioterapia.
Alice lembra a inda que é preciso sobrar dos órgãos público, ações efetivas como a diminuição da fila de fila de espera do SUS para a realização do exame, que é de 30 dias, o que dificulta o tratamento e a detecção precoce do tumor. O autoexame ajuda, mas não detecta lesões iniciais. Para diagnóstico precoce é preciso a realização de mamografia e ultrassom. Leila Romantini Salioni, médica radiologista do departamento de radiologia do hospital Gedai/Galileo, explica que apesar de desconfortável para algumas mulheres, a mamografia é totalmente segura.
O tratamento do câncer de mama é individualizado. No caso da Jornalista Adriana Leite foi detectado como menos agressivo, apesar dela ter descoberto o nódulo quando já estava com mais de três centímetros. Seu médico indicou quimioterapia, radioterapia e mastectomia, com reconstrução imediata das mamas. A recomendação de Adriana é para que as mulheres visitem o ginecologista regularmente.