A polícia civil de Nova Odessa investiga o furto de 44 novilhas do Instituto de Zootecnia do estado, com sede em Nova Odessa, na última sexta-feira. O rebanho, com idade entre um e dois anos, era usado em estudo de seleção genética para produção de um outro tipo de leite.
O pesquisador do centro de leite do Instituto de Zootecnia do Estado, Anibal Eugênio Vercesi Filho comentou que o instituto desenvolveu uma pesquisa de melhoramento do leite para o consumo humano, inclusive com a possível produção de um tipo que não causa alergia pela proteína presente na bebida.
Para isso, foi realizado o cruzamento apenas entre os rebanhos que apresentaram a proteína Beta Caseína (A2) no organismo que, segundo o estudo, são mais saudáveis para o consumo.
Enquanto o leite comercializado tem 11% da presença da proteína A2, no leite do gado com o melhoramento genético, a existência Beta Caseína sobre para 88,5%. O pesquisador disse que, com o furto do rebanho, as pesquisas não devem avançar por, pelo menos um ano.
O prejuízo financeiro foi de cerca de R$ 100 mil. O pesquisador também comentou que um convênio, recém firmado com a Unicamp, para o desenvolvimento de outras pesquisas pode ser prejudicado.
Outra pesquisa prejudicada pelo furto do rebanho é que avalia a viabilidade econômica de um sistema misto de exploração de pastagens para o gado com madeira de reflorestamento. As novilhas seriam introduzidas ainda esse mês nas áreas em teste.
Imagem: Instituto de Zootecnia do estado