A crise econômica tirou passageiros e cargas dos aeroportos Internacional de Viracopos. Com isso, a administração do terminal não tem dinheiro para quitar até o final do ano, R$ 182 milhões e meio de reais de outorga ao governo federal.
Em caixa para pagar a divida, a soma é de R$ 40 milhões. Diante desse quadro, a Aeroporto Brasil Viracopos, concessionária que administra o aeroporto, parou as obras que estavam em andamento.
A empresa quer que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) faça o imediato reequilíbrio financeiro de R$ 461,8 milhões no contrato de concessão de 30 anos. Segundo a empresa, esse reequilíbrio é necessário, para compensar os prejuízos que o aeroporto vem enfrentando desde 2012, quando a Anac reduziu a tarifa de armazenagem de cargas importadas que são nacionalizadas em outros aeroportos de R$ 0,50 para R$ 0,08 o quilo de carga.
Desde 2012, essa defasagem tarifária soma R$ 80 milhões. A Aeroportos Brasil Viracopos está na Justiça pedindo a suspensão do pagamento da outorga, uma espécie de aluguel anual pelo uso da área, até que seja feito o reequilíbrio financeiro de R$ 461,8 milhões da concessão.