A operação do Creci-SP que aconteceu entre os dias 12 e 16 de dezembro em Campinas, fiscalizou 6660 imóveis de cinco residenciais do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, da faixa com renda de até R$ 1800. Foram encontradas irregularidades em 340 locais. Entre elas, a venda e locação, como explica o chefe da fiscalização, Júlio César Rios Fernandes.
O local com mais problemas foi o Bassoli, onde apartamentos chegaram a ser vendidos por R$ 35 mil.
Vender, locar, ou trocar imóveis de programas sociais é crime de fraude. Além da análise da caixa Econômica, há encaminhamento ao Ministério Público.
Além das irregularidades encontradas, a fiscalização do Creci teve 1465 imóveis com suspeita de fraude. A reportagem acompanhou um dos fiscais em que houve um caso que será analisado, como explica Antônio Carlos Batista.
Juliana Aparecida passou pela fiscalização, estava tudo regular. Ela aprovou a ação e ressaltou que lutou por 20 anos para conseguir a casa própria.
Ao todo, 60 fiscais do Creci participaram da operação. Eles também analisam se houve presença de corretores ou imobiliárias nas transações. Nas irregularidades encontradas em Campinas, não houve constatação desses intermediários.