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Índices de violência contra mulher em Campinas são alarmantes

No Dia Internacional da Mulher, os índices de violência registrados no país e em Campinas são alarmantes. No município, por exemplo, houve aumento no registro de estupros em 2016, quando

Índices de violência contra mulher em Campinas são alarmantes
No Dia Internacional da Mulher, os índices de violência registrados no país e em Campinas são alarmantes. No município, por exemplo, houve aumento no registro de estupros em 2016, quando comparado ao ano anterior. Os casos passaram de 243 para 274, o que representa um crescimento de 12,5%. Somente no ano passado, foram registrados na Delegacia de […]

No Dia Internacional da Mulher, os índices de violência registrados no país e em Campinas são alarmantes. No município, por exemplo, houve aumento no registro de estupros em 2016, quando comparado ao ano anterior. Os casos passaram de 243 para 274, o que representa um crescimento de 12,5%.

Somente no ano passado, foram registrados na Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas 3.525 boletins de ocorrência, além de outros 4,9 mil registros em outras delegacias que tiveram a mulher como vítima. Além disso, uma pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que nos últimos 12 meses, quase 1,5 milhão de mulheres foram espancadas ou estranguladas. A agressão contra mulheres já foi presenciada por 66% dos brasileiros. De acordo com a psicóloga da ONG SOS Mulher e Família, Lucélia Braghini, a realidade é cruel.

Com a proposta de apresentar novas políticas públicas de combate a violência contra a mulher, 28 pessoas tomaram posse nesta quarta-feira no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher para os próximos três anos. A coordenadora do Centro de Referência e de Apoio da Mulher e integrante do conselho, Elza Fratini, disse que é preciso aproximar o poder público da sociedade civil para que o trabalho apresente resultados positivos.

Ainda no final da tarde, diversos grupos e coletivos que atuam na defesa dos direitos das mulheres realizaram uma manifestação no Centro de Campinas. A proposta foi justamente expor a gravidade dos casos de violência, que apresentam números alarmantes, como afirma a representante da Marcha Mundial das Mulheres, Lourdes Simões. Os grupos se reuniram na praça em frente a Catedral Metropolitana de Campinas e depois partiram em passeata até a prefeitura municipal.

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