Pesquisadores mapeiam atuação do vírus da Zika e concluem que as máformações ocorrem em um período bem precoce

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Pesquisadores do LNBio (Laboratório Nacional de Biociências), que integra o CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas fizeram um mapeamento em laboratório que revela várias má-formações congênitas causadas pelo vírus da zika.

Segundo o pesquisador  do CNPEM, José Xavier Neto, essa foi a primeira vez que pesquisadores brasileiros conseguem reproduzir um modelo mais realista das má-formações. Foram usados camundongos saudáveis nos experimentos ao invés de animais imuno comprometidos como em outros trabalhos.

Segundo ele, uma das principais conclusões é que as má-formações nas gestantes ocorrem em um período bem precoce do que se acreditava.

O pesquisador comentou que o objetivo não era produzir um estudo que já fosse um modelo para se testar drogas, por exemplo. A ideia era mapear os períodos críticos e colocar tudo isso em sequência.

Ao fazer isso, constataram que antes da hidrocefalia, que precede a microcefalia,  há um processo de falha na fusão do tubo neural ( que é uma estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal). E é justamente essa falha que deve estar levando à microcefalia, segundo o pesquisador.

Na pesquisa realizada os camundongos receberam a mesma quantidade de vírus que o Aedes aegypti pode transmitir ao picar o homem.

Ao pesquisar o caminho do vírus da zika no organismo, os pesquisadores perceberam que ele chega aos órgãos da fêmea, inclusive à placenta. Acaba a rompendo e chegando ao embrião, o que causa a má-formação, em especial a falha no fechamento do tubo neural.

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