A partir desse sábado, os remédios vão ficar em média 3,4% mais caros, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. O índice é semelhante aos valores projetados pelas indústrias. O aumento não se dá por um índice fixo, mas variando por produto. Os remédios com maior concorrência, como os genéricos, por exemplo, devem sofrer reajuste em torno de 1,6%. Os mais inovadores, geralmente os protegidos por patentes, poderão ficar até 5% mais caros.
O presidente da Federação Brasileira de Farmácias Independentes, Edson Tamásia, afirma que todo início de abril, os medicamentos são reajustados para que a indústria e o varejo possam equilibrar suas finanças. Ele reforça que neste ano, o aumento do preço vai ficar abaixo da inflação. O diretor da faculdade de economia da PUC Campinas, Isaías de Carvalho Borges, afirma que haverá impacto no bolso do consumidor. Segundo ele, mesmo com o reajuste desse ano abaixo da inflação, se considerar o aumento dos últimos anos, período de recessão na economia nacional, o cidadão estará pagando mais.
Entre os consumidores de Campinas, o reajuste é visto como abusivo. A enfermeira Terezinha de Oliveira afirma que os preços de todos os produtos sobem, enquanto o salário do trabalhador mantém o mesmo nível. A aposentada Isaura Silva Coqueiro disse que o aumento é um absurdo e que cada vez menos o cidadão tem condição de comprar medicamentos. De qualquer modo, para minimizar os gastos com o reajuste dos medicamentos, a orientação da faculdade de economia da PUC Campinas é para que o consumidor faça pesquisa de preços antes de comprar.