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Após 2 anos e meio, passageiros ainda sentem falta de cobradores nos ônibus de Campinas

  Desde setembro de 2014, o cobrador não existe mais no transporte público de Campinas. O objetivo era acabar com dinheiro nos ônibus para aumentar a segurança. Mas, hoje, as

Após 2 anos e meio, passageiros ainda sentem falta de cobradores nos ônibus de Campinas
  Desde setembro de 2014, o cobrador não existe mais no transporte público de Campinas. O objetivo era acabar com dinheiro nos ônibus para aumentar a segurança. Mas, hoje, as cédulas continuam em circulação. Dos cerca de 1300 cobradores, 200 foram demitidos de forma legal e quase 500 fizeram cursos profissionalizantes oferecidos de graça pela […]

 

Desde setembro de 2014, o cobrador não existe mais no transporte público de Campinas. O objetivo era acabar com dinheiro nos ônibus para aumentar a segurança. Mas, hoje, as cédulas continuam em circulação.

Dos cerca de 1300 cobradores, 200 foram demitidos de forma legal e quase 500 fizeram cursos profissionalizantes oferecidos de graça pela prefeitura e continuam trabalhando como motoristas, mecânicos ou na parte administrativa. A avaliação do assessor do Sindicato da categoria, Marcos Cará, é positiva.

A preocupação é que os motoristas acabam sobrecarregados. Flagramos um profissional tendo até que auxiliar um cadeirante a descer do ônibus, abandonando o volante. Os usuários do transporte sentem falta dos cobradores.

A dupla função é foco do Ministério Público do Trabalho que já avalia levar o caso à justiça.  Por dois meses, os ônibus só aceitavam cartão de passe. Segundo a Setcamp que é o sindicato das empresas de transporte, nesse período não houve roubos. Antes chegavam a 70 por mês.

A extinção do dinheiro, no entanto, não deu certo, porque segundo o secretário de Transportes, Carlos Barreiro, não houve interesse no desenvolvimento de um sistema para terminais de recarga do Bilhete. Ele garante que até o final do ano isso será resolvido.

A Empresa Trânsito de Campinas, estima que menos de 10% dos usuários usem dinheiro no ônibus. Com cobradores, eram cerca de 30%.

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