O funcionamento do serviço de transporte por meio de aplicativos como o Uber em todo o Brasil tem uma nova polêmica. A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o texto-base que exige regras como tributos municipais, seguro DPVAT e contribuição ao INSS dos profissionais que oferecem a atividade. Em Campinas, o Uber funciona desde janeiro do ano passado, mas ainda há pontos para serem esclarecidos. O vereador Tico Costa, do Partido Progressista, é o responsável pelo projeto que tenta regulamentar o uso do aplicativo na cidade, mas que ainda não foi colocado em votação. O parlamentar se coloca contra a decisão dos deputados em Brasília.
O secretário de Transportes de Campinas, Carlos José Barreiro, afirma que a regulamentação dos aplicativos na cidade é independente do projeto federal, mas podem ser necessárias algumas adequações.
Para o representante do Uber em Campinas, Silvio Sanches de Souza, o valor da corrida deve subir tanto para o consumidor quanto para os profissionais. Mas o motorista acredita que o preço no aplicativo deve continuar competitivo caso a regulamentação federal seja aprovada.
A CBN entrou em contato com o Sindicato dos Taxistas de Campinas para comentar o assunto. A entidade, porém, não retornou às ligações. O texto-base que regulamenta os aplicativos de transporte foi aprovado pelos deputados federais em votação simbólica. Para ser sancionada, a pauta ainda precisa passar pelo Senado.