A procuradoria da Câmara Municipal de Paulínia deu parecer favorável ao pedido para abertura de Comissão Processante contra o Prefeito da cidade, Dixon de Carvalho. O motivo do pedido são denúncias de improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Entre as questões levantadas pela denúncia está a evolução patrimonial do Prefeito, que quando candidato, declarou um patrimônio pessoal de pouco mais de R$ 590 mil e em janeiro deste ano , a declaração de bens dele superou a casa dos R$ 5 milhões. O processo que pode culminar com a sua cassação será votado na próxima terça-feira, dia 1º de atrássto. Para que seja instaurada a Comissão Processante é preciso maioria simples dos votos, ou seja ao menos oito votos favoráveis, pois, sem o número suficiente, o caso é arquivado. Sendo aprovada a comissão terá um prazo de 90 dias para apresentar o relatório final. Enquanto isso o Prefeito continua no cargo. Em nota, a assessoria da Prefeitura de Paulínia esclarece que a denúncia foi feita por um munícipe que pede a abertura de uma CP para investigar possíveis crimes cometidos pelo atual prefeito da cidade. A nota ressalta que a CP não foi aberta. A Procuradoria apenas reconheceu que há embasamento jurídico na denúncia, para que a mesma seja apreciada pelos vereadores em Plenário, cabendo aos edis votarem pela abertura ou não da Comissão. Se acatarem a denúncia, serão escolhidos via sorteio três vereadores para compor a CP. O autor da denúncia pedia também o afastamento do prefeito de suas atividades durante o andamento da CP, porém este pedido não foi aceito com base no mesmo Decreto, e o mesmo poderá continuar exercendo suas funções, caso a CP seja aberta