A Maternidade de Campinas já recebe normalmente gestantes e recém-nascidos. A UTI neonatal voltou a ser liberada após 45 dias. Durante esse período, foram mantidos somente os atendimentos às grávidas de baixo risco, com mais de 37 semanas ou em trabalho de parto.
O bloqueio começou em junho devido ao vírus sincicial respiratório, que pode causar doenças como a bronquiolite e levar os bebês a morte. Agora, segundo o médico e presidente da unidade, Carlos Ferraz, todos os leitos já voltaram a ser ocupados, o que indica a retomada da normalidade.
As 12 crianças infectadas tiveram resultados negativos para o vírus. Deste total, quatro ainda seguem internadas e se recuperam no hospital. Como os quadros eram considerados extremos, a evolução é considerada boa pela equipe médica e eles devem receber alta nos próximos dias.
Questionado sobre a ocorrência do vírus, o presidente da Maternidade atribui a situação ao excesso de encaminhamentos externos. Como a unidade é ligada ao Sistema de Regulação do Estado de São Paulo, muitos casos são recebidos, mesmo além do limite do local.
Ao todo, são 22 leitos conveniados ao SUS e 18 ligados às redes suplementar e particular, mas uma nova medida foi acordada com a Pasta de Saúde. Desse número, quatro ficarão disponíveis para casos suspeitos, para que haja o isolamento dos bebês infectados em uma área determinada.